Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Filmes para as férias

Julho está aí, mês de férias para alguns, principalmente pra quem só estuda. Mesmo assim, não deixa de ter o sentido de férias, mesmo para quem trabalha arduamente durante o mês todo. Eita, acho que agora filosofei.

Como não tenho nada o que fazer, quero sugerir alguns filmes bacanas para, quem puder, claro, assistir assim que tiver um tempo de sobra. Ah, só para reforçar, esses filmes não estão em cataz nos cinemas, ok?! E mais, com exceção de apenas um ou dois, o resto são só para adultos

Diários de Motocicleta
(The Motorcycle Diaries - 2004)


Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem estudante de Medicana que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de la Serna). A viagem é realizada em uma moto, que acaba quebrando após 8 meses. Eles então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas, sempre conhecendo novos lugares. Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.


As Horas
(The Hous - 2003)


'As Horas' gira em torno do processo de criação do romance A Senhora Dalloway por Virginia Woolf. Em épocas paralelas, a escritora inglesa compartilha sua obra com outras duas mulheres: Laura Brown prepara uma festa para seu marido, mas não consegue parar de ler o livro da autora, enquanto a moderna Clarissa Vaughn é apelidada de “Mrs. Dalloway” por um amigo e ex-namorado portador de Aids, que está fazendo aniversário.





Meninos Não Choram
(Boys Don't Cry - 1999)


Saiba como Teena Brandon se tornou Brandon Teena e passou a reivindicar uma nova identidade, masculina, numa cidade rural de Falls City, Nebraska. Brandon inicialmente consegue criar uma imagem masculinizada de si mesma, se apaixonando pela garota com quem sai, Lana, e se tornando amigo de John e Tom. Entretanto, quando a identidade sexual de Brandon vem à público, a revelação ativa uma espiral crescente de violência na cidade.




O Caçador de Pipas
(The Kite Runner - 2007)


Kabul. Amir (Zekeria Ebrahimi) e Hassan (Ahmad Khan Mahmidzada) são dois amigos, que se divertem em um torneio de pipas. Após a vitória neste dia um ato de traição de um menino marcará para sempre a vida de ambos. Amir passa a viver nos Estados Unidos, retornando ao Afeganistão apenas após 20 anos. É quando ele enfrenta a mão de ferro do governo talibã para tentar consertar o ocorrido em seu passado.





Sobre Meninos e Lobos
(Mystic River - 2003)


Após a filha de Jimmy Marcus (Sean Penn) ser encontrada morta, Sean Devine (Kevin Bacon), seu amigo de infância, é encarregado de investigar o caso. As investigações de Sean o fazem reencontrar um mundo de violência e dor, que ele acreditava ter deixado para trás, além de colocá-lo em rota de colisão com o próprio Jimmy, que deseja resolver o crime de forma brutal. Há ainda Dave Boyle (Tim Robbins), que guarda um segredo do passado que nem mesmo sua esposa conhece. A caçada ao assassino faz com que o trio tenha que reencontrar fatos marcantes do passado, os quais eles preferiam que ficassem esquecidos para sempre.

Melinda e Melinda
(Melinda and Melinda - 2004)


Quatro sofisticados nova-iorquinos se encontram para jantar em uma noite chuvosa. Uma história contada durante o jantar dá início a uma conversa entre Max (Larry Pine) e Sy (Wallace Shaw), dois escritores, que passam a discutir a dualidade do drama humano através das máscaras da tragédia e da comédia. Os dois escritores passam então a desenvolver duas histórias, uma cômica e outra trágica, protagonizadas por uma mulher chamada Melinda (Radha Mitchell).



Uma Lição de Amor
(I Am Sam - 2001)


Sam Dawson (Sean Penn) é um homem com deficiência mental que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.


Doce Novembro
(Sweet November - 2001)


Nelson Moss (Keanu Reeves) é um atarefado executivo que só pensa em seu trabalho e parece ter se esquecido o que é ser amado por alguém. Até que conhece Sara Deever (Charlize Theron), que lhe traz novamente um sentimento de romantismo à sua vida. Ela termina convencendo-o a passarem um mês juntos e depois se separarem, pois considera este um tempo suficiente para que possam resolver seus problemas emocionais. Porém, com o passar dos dias Nelson se apaixona cada vez mais por Sara e busca descobrir qual é o motivo pelo medo de compromisso que ela possui.


O Invasor
(Nacional - 2001)


Estevão, Ivan e Gilberto são companheiros desde os tempos de faculdade. Além disto, são sócios em uma construtora de sucesso há mais de 15 anos. O relacionamento entre eles sempre foi muito bom, até que um desentendimento na condução dos negócios faz com que eles entrem em choque, com Estevão, sócio majoritário, ameaçando deixar o negócio. Acuados, Ivan e Gilberto decidem então contratar Anísio (Paulo Miklos), um matador de aluguel, para assassinar Estevão e poderem conduzir a construtora do modo como bem entendem. Entretanto, Anísio tem seus próprios planos de ascensão social e aos poucos invade cada vez mais as vidas de Ivan e Gilberto.

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
(Eternal Sunshine of the Spotless Mind - 2004)


Joel fica surpreso ao descobrir que a sua namorada Clementine apagou as lembranças do tumultuado relacionamento que tiveram. Desesperado, ele contata o inventor desse processo, o Dr. Howard Mierzwiak, para também remover Clementine de suas lembranças. Porém, à medida em que as lembranças de Joel vão desaparecendo, ele começa a redescobrir o seu amor por Clementine. Joel tenta escapar do procedimento refugiando-se nas áreas mais profundas de seu cérebro e, durante a perseguição do Dr. Mierzwiak e de sua equipe através de um labirinto de lembranças, fica claro que Joel não consegue tirar Clementine da cabeça.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Um cara simples chamado Eddie Vedder...

Quem é Eddie Vedder e por que eu queria ser ele? O cara é vocalista do Pearl Jam, canta pra caramba, tem uma verdadeira consciência social, tem carisma, fala o que der na telha, ganha muita grana fazendo o que gosta, viaja pelo mundo inteiro e compõe letras com sinceridade e acuidade extrema. Na verdade, ele conta histórias através de suas composições.

Além de vocalista e compositor, Eddie Vedder toca guitarra, gaita, sanfona, piano, ukulele e bateria. Ele também é vidrado em fotografias e filmagens. Ele também colabora na elaboração dos encartes dos discos do Pearl Jam.

Um cara simples, gentil, introvertido, de fala calma, cheia de pausas e com pouco contato olho a olho. Pelo que sei também, ele é considerado um cara muito chato e divertido ao mesmo tempo; assim temos algo em comum.

Vedder foi chamado para preencher o lugar de Jim Morrinson numa reunião do The Doors, durante a cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame, em Los Angeles. Ele também apareceu em concertos em homenagem a Roger Daltrey, vocalista do The Who e aos 30 anos de carreira do cantor/compositor Bob Dylan.

Outro dia fui chamado de "Eddie paraense", uma brincadeira, pelo menos eu acho, que minha amiga, Ivana (não sei se é amiga, ex-amiga, colega ou conhecida, da parte dela, porém, da minha parte vai ser sempre amiga) fez comigo. Disse a ela que semana passada me inspirei no Eddie Vedder para ir a uma festa junina. Ela viu a foto começou a curtir e deixou um comentário no orkut. Eu desculpo a curtição, viu, Ivana?!

Esse post se enquadra na seção "quando não se tem algo melhor para dizer..."

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

O Vendedor de sonhos

Acabei de ler o 1º volume da saga "Vendedor de Sonhos", do médico, psicoterapeuta, psiquiatra e escritor, Augusto Cury. Esse é o segundo livro que leio do autor meio que por acaso. O primeiro foi "Pais Brilhantes, Professores Fascinantes" e gostei muito, pelo simples fato de discorrer sobre alguns ensinamentos psicológicos na educação, tanto com os filhos quanto para com os alunos.

O vendedor de sonhos conta uma história um tanto inusitada: um professor está a beira do suicídio e um homem desconhecido e maltrapilho o convence de desistir do ensejo, e passa a vender sonhos para as pessoas garantindo que é isso que irá salvar a humanidade. Ninguém sabe sua origem, seu nome sua história. Proclama aos quatro ventos que a sociedade moderna se converteu num hospício Global. Com uma eloqüência cativante, começa a chamar seguidores para vender sonhos. Ao mesmo tempo em que arrebata as pessoas e as liberta do cárcere da rotina.

No início não curti o livro, achei muito simplório, uma linguagem direta e sem nada de novo. Só fui me surpreender no final, quando ele penetra na ferida abruptamente, principalmente de quem trabalha muito, não tem tempo para os amigos e para a família.

Segue abaixo o um dos poucos trechos mais marcantes:

(...) Como é possível ser um bom pai, um bom amante, um bom amigo, se as pessoas que amamos estão fora da nossa agenda?

Ah! Se eu pudesse retornar no tempo, procuraria meus amigos da juventude. Onde estão? Quem está vivo? Eu os procuraria e reviveria as experiências singelas colhidas no jardim da simplicidade, onde não havia as ervas daninhas do status nem a sedução do poder financeiro.


Se eu pudesse retornar, daria mais telefonemas para a mulher da minha vida nos intervalos das reuniões. Procuraria ser um profissional mais estúpido e um amante mais intenso. Seria mais bem-humorado e menos pragmático, menos lógico e mais romântico. Escreveria poesias tolas de amor. Diria mais vezes "eu te amo!". Reconheceria sem medo: "Perdoe-me por trocá-la pelas reuniões de trabalho! Não desista de mim".


Ah, se eu pudesse retornar nas asas do tempo! Beijaria mais meus filhos, brincaria muito mais, curtiria sua infância como a terra seca absorve a água. Sairia na chuva com eles, andaria descalço na terra, subiria em árvores. Teria menos medo que se ferissem e se gripassem, e mais medo de que se contaminassem com o sistema social. Seria mais livre no presente e menos escravo do futuro. Trabalharia menos para lhes dar o mundo e me esforçaria muito mais para lhes dar o meu mundo."
(...)

É um livro que nos leva a refletir (como todo livro de autoajuda) sobre a sociedade moderna, nossa vida e os valores que aceitamos como nossos.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Quando as palavras faltam...

Depois de não sei quantos anos usando o orkut, apenas hoje li uma frase que me chamou a atenção, daquelas que aparecem em nosso perfil como "Sorte de hoje", e faço questão de reproduzi-la por aqui:

"O melhor presente que você pode dar é um abraço: ele é tamanho único, e ninguém vai se importar se você quiser devolvê-lo."

Essa é para refletir bastante ao som de "Wishlist", Pearl Jam.

Sábado, 27 de Junho de 2009

Crônica de um "causo" verídico

Esse é verídico. Meu amigo Ronald Reis se deu ao trabalho de escrever esta crônica baseada em um fato real que aconteceu há alguns anos com um conhecido nosso. Pedi sua autorização e vou postar por aqui. Ronald trabalha na mesma secretaria da Prefeitura que eu, toca guitarra e escreve muito bem.

Ronald, valeu pela colaboração!

É junho.

Esse mês nos remete às mais tenras lembranças de infância quando
brincávamos forçados de quadrilha no colégio para que nossos pais
pudessem bater aquelas fotografias que no futuro só iriam nos
envergonhar frente às nossas namoradas.

Mas junho também é o mês dos namorados. É o mês onde casais, ainda que
estejam no segundo mês de namoro, juram fidelidade eterna. É o mês onde
paixões fervorosas alcançam os graus mais altos na escala Celsius.

Lembro-me como se fosse hoje quando um grande amigo meu me contou o
episódio onde numa tentativa de "esquentar" a relação a dois, sua
ex-mulher tentou incendiá-lo assim que chegou em casa após um exaustivo
dia de trabalho. Não, caro leitor, você não leu errado. É isso mesmo.
INCENDIÁ-LO. Não entendeu? Ela tentou botar fogo no camarada. Ainda não
entendeu? Ela queria vê-lo que nem o Tocha Humana do
Quarteto-Fantástico. Mas ao contrário do que você está pensando, essa
tentativa não era pra reacender a faísca da paixão, mas sim, pra cumprir
uma das maiores certezas bíblicas que nos diz que "do pó viemos e ao pó
voltaremos". No caso do meu amigo, iria direto pras cinzas.

Pelo muito que conheco meu amigo, não consigo imaginar os reais motivos
que levaram sua companheira ao pirotécnico ato. Meu amigo é o tipo de
cara que qualquer mulher gostaria de ter ao lado. É o companheiro ideal.
Trabalhador, comprometido, pontual, possui um bom vocabulário e ainda
acompanhado de um bom intelecto, vem de uma família que remonta 4
gerações (diz ele), toca contra-baixo (intrumento de poucos) e pra
completar é oriundo de Óbidos-Pará-Brasil. Isso mesmo. Toda vez que ele
se apresenta a alguém, faz questão de citar letra por letra sua terra
natal. E soa como se fosse alguma pequena cidade localizada nos Alpes
Suícos dado o orgulho e a ênfase utilizada.

Já sua ex-mulher, ele me explica que era uma garota complicada. Veio de
relacionamentos conturbados. A vida não havia lhe propiciado boas
experiências a dois. Acho que a diferença de idade talvez fosse um fator
que contribuisse, mas com certeza não era determinante, afinal, ele é
apenas 3 anos mais velho que ela. Os pais dela, moravam em frente a casa
do meu amigo. São do tipo conversadores e possuem algumas
características que julgo antiquadas. Por exemplo. Para o pai dela, a
única evidência que diz se alguém foi ou não trabalhar, é o uso devido
do crachá, ou seja, se eu sair de manhã com o crachá no peito e retornar
às 03:00am do dia seguinte, porém, com o devido acessório pendurado na
gravata que encontra-se pendurada na testa, então não tem problema, isso
significa que tive um dia duro na labuta. Vai entender.

Era 14 de junho e o ano não sei ao certo, só sei que era um sábado. Meu
amigo tirou o dia para adiantar alguns serviços no escritório para
deixar a semana seguinte com menos trabalho para o dia-a-dia. Ele é um
designer conceitado, com um portfólio de dar inveja a qualquer
assistente do Washington Olivetto. Dentre os prazerosos serviços
daquele fatídico sábado, incluiam-se, arrumar todo o escritório, passar
fiação elétrica e lógica por todo o prédio, pintar o sala do chefe, isso
sem contar desentupir as calhas e a caixa de gordura, serviço que
deveria ter sido feito a 6 meses atrás. Pelo tanto de atividade, de cara
sabe-se que ao fim do dia, muito mais da metade disso não teria sido
realizado. Não deu outra. O cidadão chegou no trabalho às 07:45am e sem
almoçar ou mesmo fazer um lanche durante o dia, resolveu ir pra casa às
23:15pm com as calhas, fiação e pintura ainda por fazer.

Meu amigo chegou em casa achando que teria ao seu dispor todos os
prazeres que um lar poderia lhe oferecer. Sobrecarregado pelo cansaço,
meu amigo adentrou a sala desprotegido e cabisbaixo. Tomado pela
surpresa, sequer teve tempo de erguer a guarda ou mesmo se esquivar da
enxurrada de 2L de Álcool Veja (sem gel) que voava em sua direção que o
hidratou dos pés a cabeça. O álcool, por si só , não oferecia risco
algum. O único problema era que logo em seguida, vinha sua mulher
segurando um isqueiro Bic, e o pior de tudo, acesso. Gritando, xingando
e proferindo as piores inverdades:

- Desgraçaaaaaaado, onde é que tu tava? Eu fico aqui o dia todo, tomando
conta da casa, e tu na putaria. Como é que tu sai de manhã e não avisa
pra onde vai? Chega uma hora dessas em casa? O que é que tu tava
fazendo até agora?
- Mas...
- "Mas" é o cacete. Vê se não me interrompe que eu estiver falado...

E assim, o diálogo prosseguiu da mesma forma que começou. Sem diálogo.

Penso que por alguma intervenção divina o isqueiro tenha se apagado e
com isso o meu amigo tenha adquirido alguma sobre-vida, tempo suficiente
para tentar reverter a situação. Mas, assim como hoje, era junho, que
também é mês do santo casamenteiro, e após longas conversas que duraram
os dias, semanas e meses seguintes, meu amigo conseguiu convencê-la de
algo. Não sei o quê.

Após infindáveis conversas, sua mulher passou a ser ex, que futuramente
voltaria e passaria a ser novamente a atual, e que atualmente estão
juntos e assim espero que continuem, mantendo sempre a chama da paixão
acesa.

Ronald Reis

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Devolva-me

Do nada me veio uma música que a Adriana Calcanhoto interpreta muito bem, chamada "Devolva-me". Não que a canção seja lá um épico, mas o sentimento com que ela interpreta a faz se tornar especial e bem nostálgica. Deve ser o fato de eu estar meio piegas e nostálgico esses dias.

Fiquei pensando no significado de pedir/devolver presentes quando termina um relacionamento, por mais curto ou longo que tenha sido. Devolver presentes é uma tremenda falta de educação. E pedi-los de volta depois do fim do relacionamento, nem se fala!

É um ato de imaturidade tomado por raiva e frustração. Ainda mais quando a pessoa quer fazer pirraça e devolve só para magoar. E olha que isso magoa mesmo, principalmente quando é dado de coração. Considero uma atitude muito infantil.

Eu nunca fiz isso, nem devolver e muito menos pedir, porém, já o fizeram comigo, mas não aceitei e nunca aceitarei de volta nenhum presente que foi dado de coração. Não existem motivos para devolver. Acredito que se pudermos guardar o melhor de cada relacionamento será sempre uma página a mais na nossa história.



Devolva-Me // Adriana Calcanhotto

Rasgue as minhas cartas e não me procure mais
Assim será melhor, meu bem!
O retrato que eu te dei, se ainda tens, não sei!
Mas se tiver, devolva-me!
Deixe-me sozinho, porque assim, eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz junto do seu novo rapaz...

Rasgue as minhas cartas e não me procure mais
Assim será melhor, meu bem!
O retrato que eu te dei, se ainda tens, não sei!
Mas se tiver, devolva-me!
Devolva-me! Devolva-me!

O Rei do Pop diz adeus

Não sou fã do Michael Jacson, mas faço questão de comentar o assunto aqui. Mesmo porque além de tudo é um ser humano que se despede da sua missão aqui na terra. Ele deixou muitos fãs e com certeza fará falta para sua família e admiradores.

O curioso é que só agora depois de morto o astro aproveita uma renascença comercial que tentou por anos sem conseguir. As vendas dos seus álbuns explodem no mundo todo. A edição comemorativa do álbum "Thriller" é a mais vendida.

Vai entender!

Foto: G1

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

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Rio Negro atinge 29,71 m e bate recorde histórico

Lei aqui!

Rio Negro chega a 29,69m

Consequências da marca de 29,69 metros são 11 bairros alagados, mais de 18 mil famílias prejudicadas e pontos turísticos afetados

O nível do rio Negro atingiu, ontem, a marca de 29,69 metros, a mesma registrada no ano de 1953, quando ocorreu a maior enchente dos últimos 107 anos em Manaus. Com isso, pode-se dizer que a cheia vivenciada na capital amazonense em 2009 é a maior deste período, quando teve início a contagem do nível das águas.

O alto nível das águas do rio Negro fez com que a régua situada no Porto Privatizado de Manaus potencializasse seu apelo turístico, atraindo a atenção de várias pessoas para aquele local.

Nos últimos dias, centenas de turistas, transeuntes e famílias tem comparecido às proximidades da régua para tirar fotos e fazer vídeos.

Fonte: A Critica

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Todo mundo tem uma Mary Jane na vida

Mary Jane Watson é uma personagem da HQ Homem-Aranha, da Marvel Comics. Peter Parker, o então Homem-Aranha é apaixonado por ela desde quando era criança. Nos filmes Mary Jane é interpretada por Kirsten Dunst, a mulher do retrato logo acima.

Tomando de assalto uma frase que um amigo disse, me sinto no direito de escrever este post. Estávamos falando de amores que não foram esquecidos, que ficam pairando nas sombras como fantasmas de um filme de suspense, e de repente ele soltou "todo mundo tem uma Mary Jane na vida".

Achei interessante a comparação, não que seja original, mas há outros personagens se compararmos com o caso. Não me recordo de nenhum, por isso prefiro usar a Mary Jane mesmo.

Praticamente todos nós já tivemos um grande amor, daqueles que mexem conosco tanto quanto um excelente filme de comédia romântica (agora acho que forcei!). Quem nunca teve um grande amor não sabe o que está perdendo. Feliz daquele que está ao lado do seu amor, casado ou namorando, o importante é ter essa pessoa por perto. E quando não se está com essa pessoa? As cores ficam mais desbotadas, os dias ficam mais cinzas, o pôr do sol é entediante, o cinema não é legal, o passeio de domingo no parque é solitário, ou até mesmo o frio de uma chuva que cai lá fora em uma noite ociosa é sem graça, em uma noite em que nada te faz companhia além da TV.

E quando toca uma música? Ainda mais se essa música tiver tido qualquer ligação com algum momento de ambos. O mundo parece desmoronar aos poucos como num prédio demolido sem o menor cuidado com o entorno. Só para ilustrar, cito algumas músicas dor-de-cotovelo: "Black", Pearl Jam; "It Must Have Been Love", Roxette; "A Tale That Wasn't Right", Helloween; "Impossível", Biquini Cavadão, "Vida Vazia", Bruno & Marrone, "Sem Você", Victor & Léo; "Detalhes", Roberto Carlos e etc... A música, a literatura e o cinema estão repletos desse tema.

Quando se está solteiro já é difícil conviver com este cemitério, o pior é quando se está casado. Você tem ao lado uma pessoa que não te olha por dentro, que não gosta de caminhar na chuva, que não curte música intensamente, que não gosta de assistir filme legendado, que não sabe quem é Gabriel Garcia Marquez.

Ninguém é obrigado a saber tudo o que uma pessoa gosta, então, vem a pergunta: por que alguém se casa com uma pessoa que não se tem nenhuma afinidade?! Confesso, não sei a resposta exata, mas existem várias explicações, algumas convincentes e outras não. A lista é grande e não vou enumerar. Deixo a questão em órbita para cada qual tirar suas próprias conclusões.

Há casos em que a pessoa aprende a amar a outra e decide viver feliz para sempre. Agora, duvido se quando encontrar a Mary Jane da sua vida não dará um frio na espinha? O coração aperta e vem aquele nó na garganta. É pedra cantada! Você pode até não a querer mais, mas que a sensação de desconforto será imensa, isso sim. Atire a primeira pedra quem nunca vivenciou uma situação assim?!

O que não devemos é deixar isso guiar nossa vida, pautar nossos caminhos por algo que já passou e, certamente, jamais voltará a ser como antes. Só resta aprender a conviver com a saudade, guardar os bons momentos e fazer das lembranças algo gostoso. Como diz a música do Peninha: 'Ter saudade até que é bom. É melhor que caminhar vazio'. Sim, sentir saudade pode ser bom, mas é preciso aprender a conviver com ela a abrir espaços para o novo, novas experiências, e pessoas, sem necessariamente abrir mão do que causa aquele vazio. Pra isso é necessário exorcizar o lado sombrio da melancolia.

Pode ser até que aconteça como na música do Los Hermanos "Último Romance": "Eu encontrei-a quando não quis mais procurar o meu amor..." Só que nossa vida não é música, nem literatura e muito menos cinema, é real e na vida real não podemos nos dar o luxo de desperdiçar cada minuto. Só temos uma chance e devemos aproveitar cada oportunidade como se fosse a última.

Não sou a pessoa mais confiável para escrever tudo isso, quem me conhece sabe porque. Tenho me esforço a cada dia para ser fiel a algo em que acredito, e quero continuar acreditando ou, simplesmente me esforçar mais para acreditar que um dia conseguirei dar mais vida ao velho quadro que está desbotado na parede. Isso só depende de mim e de mais ninguém.

E você tem uma Mary Jane na sua vida?!

O título deste post não quer dizer que serve apenas para os homens, a mulherada também está inclusa e pode substituir "Mary Jane" por qualquer personagem masculino que achar que se encaixa no tema em questão.

P.S.: Para fechar com chave de ouro deixo esta frase do grandioso Machado de Assis: "Guarda estes versos que escrevi chorando como um alívio a minha saudade, como um dever do meu amor; e quando houver em ti um eco de saudade, beija estes versos que escrevi chorando."

Eu queria ser Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis (1839 - 1908), poeta, romancista, dramaturgo, contista, jornalista e teatrólogo brasileiro, considerado como o maior nome da literatura brasileira.

A carreira literária de Machado de Assis se firmou graças a seus contos e romances, dotados de uma aguda ironia e uma visão pessimista da existência. Suas obras, como ‘Helena’, ‘A Mão e a Luva’, ‘Esaú e Jacó’, ‘Dom Casmurro’ e ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ tornaram-se marcos da literatura brasileira. Paralelamente à sua carreira literária.

Machado de Assis ocupou diversos cargos enquanto funcionário público chegando, entre outras coisas, ao posto de Diretor-geral do Ministério da Viação. Foi também um dos fundadores e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Machado de Assis faleceu em 29 de setembro de 1908, no Rio de Janeiro, quase cego e muito doente, prostrado pela perda da esposa, que morreu em 1904.

Precisa responder porque eu queria ser esse cara? Simplesmente ele foi "o cara"! O maior escritor do século XIX. Quer mais?! Deixo uma frase dele pra finalizar...

"Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito."