segunda-feira, 15 de junho de 2009

Se eu fosse um livro...

Estava pensando aqui com meus botões, acho que não tenho mesmo nada o que fazer, mas vamos lá. Então, li a seguinte frase outro dia: "um livro que não está escrito, é como se faltasse algo", Les Luthiers, e fiquei refletindo sobre. E me deu a idéia de pensar em mim como um livro. Fiquei imaginando, se eu fosse um livro qual seria?

Com certeza seria "Cem Anos de Solidão", de Gabriel Garcia Marquez. Um dos melhores livros que já li até hoje. E a pergunta que não quer calar: por que eu seria ele? Bem, é um livro com uma narrativa tensa, complexa, bela, divertida e chata ao mesmo tempo. O livro tem seus altos e baixos. Há momentos em que dá vontade de sapecá-lo na parede e nunca mais o ver. Momentos depois você o pega novamente e não quer mais largar. E o melhor, quando se termina a leitura percebe-se que todas as peças se encaixam.

Então, A história do livro gira em torno da família Buendía por diversas gerações. São mostrados os encontros e desencontros ocorridos nas vidas de seus membros no decorrer dos anos, até que o último Buendía vivo consegue decifrar as escrituras que prediziam o futuro da família. Neste trajeto, há uma mistura bastante rica e bem dosada de elementos, personagens e passagens.

A história é belíssima e em diversos momentos é difícil entender se o livro segue os padrões da realidade ou se é uma história épica. Os casos e personagens remetem a habitantes de cidades do interior da América Latina, os casos fantásticos e a longevidade das pessoas também lembram os "causos" contatos pelos mais velhos, nas cidades pequenas da América Latina. O tema central do livro é a solidão, pois parece que todos os integrantes da família, das mais diversas gerações, estão fadados a conviver com a solidão.

Em termos literários, "Cem Anos de Solidão" possui uma narração em terceira pessoa, escolhe um espaço único para desenvolver a história e tem um ritmo próprio e contínuo, tudo isso junto facilita a familiarização do leitor com a história.

Bem, é isso. Deu pra entender, ou não?! Qualquer dia venho com outro devaneio sem pé nem cabeça.

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