Chiaroscuro (Pitty)
De longe um trabalho totalmente diferente do que a baiana vinha fazendo. Está mais pop, mais comercial. Ela finalmente se rendeu à industria, se bem que a banda já vinha cedendo aos poucos, marcando presença incessante na MTV.Ela não deixa de fora suas influências e preferências por bandas como: Ramones, na faixa "Fracasso"; Muse em "Desconstruindo Amélia"; The Mars Volta em "A Sombra".
Destaco apenas duas faixas: a de trabalho "Me Adora", que tem um a pegada boa, só que com um refrão prolixo demais, ela já fez letras melhores; e o tango-rock "Água Contida", que deu um toque surreal ao disco.
Média: 6,5
Acústico (Detonautas Roque Clube)
Posso não ser um grande apreciador do som dos Detonautas, mas devo admitir, com este álbum acústico, mudou tudo o que eu pensava.Após ouvir o album só consigo dizer que é perfeito, arranjos bem diferentes, vozes em seu melhor afinamento, na verdade só faltou alguma participação especial.
Com 14 das melhores músicas de uma carreira brilhante com quatro álbuns, incluindo um cover de "Até quando esperar", do Plebe Rude (a banda poderia ter convidado o Philippe Seabra para dar uma canja), o Acústico Detonautas manda muito bem, e prova que quando uma banda quer fazer um trabalho de qualidade, é só meter a cara e realizar da melhor maneira possível.
Destaque para as canções: “Só Nós Dois”, "O Retorno de Saturno", "Você me faz tão bem", "O Amanhã" e "Dia Comum". Ou melhor, destaque para todas as faixas!
Esse trabalho traz a banda em seu momento de apogeu, e é claro aproveitaram o momento para fazer um show mais íntimo, bem próximo do publico e que eu espero conferir ao vivo aqui em Manaus o mais breve possível.
Média: 8,5

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