terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sete de setembro

Quando eu morava em Óbidos-Pará-Brasil, o feriadão de sete de setembro era uma farra só. Adorava ir ver o desfile das escolas, sim só ver, porque se eu marchei foram umas duas vezes, que eu lembre.

Marcava com os amigos, nem prestávamos atenção no desfile e sim nas garotas. Sempre era possível dar uma paquerada e pegar uns foras também. Isso quando não tínhamos algo para beber. Quando conseguíamos fazer uma "vaquinha" e comprar algo a farra era melhor ainda. Velhos tempos.

Agora nossos sete de setembro são diferentes. Cada qual tem sua vida e não sei como anda Óbidos depois desses anos todos. Não sei se o "Felipe Patroni" ainda compete com o "São José" de uma maneira saudável, apenas na disputa de bandas e fanfarras. Se o coração dos alunos de cada escola salta quando eles dobram a esquina e vem marchando em perfeita sintonia embalados pelos toques dos tambores e cornetas, tal qual uma sinfonia de Beethoven.

Ontem (sete de setembro) foi um feriado diferente, muito diferente dos outros. Depois de um por do sol um pouco cinza, veio um fim de noite tranquilo, mas sem muita cor... Então, acho que preciso comprar uns lápis de cor, que tal?! Quem pode fazer melhor por nós?! E olha que sou bom pra desenhar e pintar, não pintar quadro, mas coisas diferentes... Como diz o Skank, na música "Ali", composição do Nando reis & Samuel Rosa: "Se eu não posso ter fico imaginando... Cores, colagens, sons, emoção!"

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