sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Drês, Nando Reis

Ouvindo incessamente o novo CD do Nando Reis, "Drês", onde ele abraça o rock setentista privilegiando as guitarras. Indicado pela minha mais nova amiga, Ana Karla, que é louca pelo ruivo.

Destaque para: "Hi, dri!", "Mosaico Abstrato", "Livre como um Deus", "Conta" e "Pra você Guardei o amor", bela balada acústica na qual faz um dueto com a cantora Ana Cañas.

Vale a pena ouvir várias e várias vezes. Pois, Nando Reis é o tipo de cantor que faz música para se ouvir com a alma.

Ah, dia 10 de outubro, um dia após meu aniversário, tem show dele no "Amazon Rock Festival", juntamente com Humberto Gessinger e Frejat.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A porta sempre esteve aberta...

Uma coisa é certa, cada qual é responsável pela vida que leva. Sempre costumo falar isso e, aprendi a dizer essa singela e verdadeira frase depois de muitas conversas com minha amiga, Rúbia.

A porta sempre esteve aberta, sair sempre foi uma questão de tempo e de muita força de vontade. Porém, de uma coisa tenho certeza, eu não irei chorar pelo leite derramado.

Esses dias não tenho tido tempo de postar algo que preste por aqui, o trabalho e alguns problemas pessoais tem me consumido demasiadamente que nem consigo me concentrar. Vou me organizar e assim que der prometo alguns posts decentes por aqui.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sinfonia n.º 9, Beethoven

Enquanto os dias passam tensos, com gosto de café amargo, procuro relaxar ao som da "Nona Sinfonia", de Beethoven, simplesmente apelidade de "Coral". É a última sinfonia do magnífico compositor.

É uma das obras mais conhecidas do repertório ocidental, considerada tanto ícone quanto predecessora da música romântica, e uma das grandes obras de Beethoven, segundo a Wikepedia e também por quem aprecia boa música, principalmente a clássica.

Esse é o tipo de música que me faz pensar melhor, refletir cautelosamente, relaxar por completo a alma inqueita. Me traz de volta ao porto quando estou à deriva. Ao mesmo tempo me faz mergulhar em minha própria subjetividade sem me envolver com o ambiente externo.

Não tem como não gostar, não tem como não pensar em coisas boas enquanto se está absorto sendo inebriado por uma melodia tão pungente como a "Nona Sinfonia", de Ludwig van Beethoven.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Grupo Baader Meinhof

Vai uma dica de cinema. Está em cartaz no Cinemark o filme "O Grupo Baader Meinhof", baseado em uma historia real do grupo "Baader Meinhoff", também conhecido com "Facção Exército Vermelho", uma organização guerrilheira e terrorista alemã de extrema-esquerda, fundada em 1970, na antiga Alemanha Ocidental, e dissolvida em 1998.

Recebeu a alcunha "Baader-Meinhof", depois que Andreas Baader escapou da polícia com a ajuda de uma jornalista de esquerda, Ulrike Meinhof.

Sinopse: Na Alemanha nos anos de 1970. Ataques de homicidas com bombas, a ameaça do terrorismo e o medo de um inimigo infiltrado estremecem as fundações da ainda frágil democracia germânica.

Os radicais filhos da geração nazista, liderados por Andreas Baader, Ulrike Meinhof e Gudrun Ensslin lutam uma violenta guerra contra aquilo que eles denominam a nova face do facismo: o imperialismo americano apoiado pelo estabelecimento alemão, sendo muitos dos seus membros com passado nazista.

O objetivo do grupo é criar uma sociedade mais humana; mas ao empregar membros desumanos, o que fazem é espalhar o terror e derramar sangue, perdendo assim a própria humanidade. Ironicamente, o único que os compreende é também aquele que os caça: o chefe da polícia alemã, Horst Herold.
Ao mesmo tempo em que obtém sucesso em sua cruel perseguição contra os jovens terroristas, Horst também sabe que está lidando apenas com uma ponta do iceberg.

Esse eu não perco!

Para saber mais: escute a música da Legião urbana chamada "Baader Meinhof Blues" e acesse a Wikepedia

Cartaz da polícia alemã, distribuído após as ações do grupo Baader-Meinhof. Acima, a partir da esquerda, Meinhof, Baader, Ensslin, Meins e Raspe.

O Caçador de Pipas, Khaled Rosseini

O livro“O Caçador de Pipas” é um romance escrito pelo afegão Khaled Rosseini que atualmente mora nos EUA. O livro virou best-seller, com milhões de cópias vendidas pelo mundo inteiro. Tanto é que o livro virou filme em tão pouco tempo após sue lançamento.

Tanto sucesso de público e de crítica me assustaram e ao mesmo tempo me motivaram ao ler o livro. Se bem que cometi um erro gravíssimo ao ver o filme antes. O filme é bom, mas passa muito longe do livro, deixando de fora alguns pontos fundamentais da história.

Com cara de um romance de apelo fácil, apenas aparência, conseguiu me conquistar ao ponto de não querer mais parar de ler até a última página. Lembro quando estava lendo que dizia: "só mais um capítulo" e acabava lendo dois ou três, sem me importar com a hora, quando percebia já era madrugada.

Com “O Caçador de Pipas”, mergulhamos na história de Amir e Hassan, dois afegãos de etnias diferentes numa sociedade estratificada, mas unidos desde o berço, já que foram amamentados pela mesma ama. Um laço que aos poucos mostra sua força. No entanto, uma batalha por uma pipa azul acaba determinando os caminhos que os dois meninos tomariam.

Amir vai para os Estados Unidos juntamente com seu pai, fugindo dos comunistas que invadiram o Afeganistão; enquanto que Hassan permanece no país. Depois de 20 anos, Amir volta ao Afeganistão devastado pelo Talibã, para encontrar a redenção abandonada quando era criança, para encontrar “um jeito de ser bom de novo”.

A cada página uma nova emoção, a cada capítulo uma nova lição a ser aprendida. O livro desencadeia um diferente ritmo de leitura, mais reflexivo e passional. Fascinante!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Três médicas de tirar o fôlego

Faz um bom tempo que não posto nada na seção borracharia, mas sempre há tempo para tudo e, desta vez, vou postar logo três gatas que arrebetam na série House M.D.. Duas são de arrasar: Jennifer Morrison , que interpreta a Dra. Cameron e Olivia Wilde, que está na pele da Dra. Treze; porém, a outra é mais velha e algo mais pessoal. Vou confessar que tenho uma queda pela Lisa Edelstein, a Dra. Cuddy, chefe do House.

Jennifer Morrison disse que "gosta quando um cara veste uma camiseta e dá para ver uma pequena curva dos músculos esticando sua camisa. É sexy!" Bom, nesse caso estou fora, realmente não tenho músculos, mas também não sou barrigudo.

Olivia Wilde foi eleita pela revista americana “Maxim” como a mulher mais sexy. Na vida real a atriz é casada com o príncipe italiano Tao Ruspoli. Além disso, Wilde comentou que achou ótima a declaração da atriz Megan Fox, que disse ter uma atração sexual pela Dra. Treze. Pensem, se uma mulher já tem atração por ela imaginem um homem!

Lisa Edelstein, com 43 anos, posou em fotos sensuais usando apenas lingerie para a revista francesa masculina “FHM”. No ensaio intitulado “A chefe de Dr. House”, a atriz comenta as diferenças entre Hugh Laurie e, ainda fala sobre o universo masculino, dizendo que "os homens não são realmente tão complicados!" Não é a toa que House é caidinho pela médica. E quem não ficaria, hein? Apesar dos seus 43 anos ela mostra uma sensualidade de dar inveja a qualquer garotinha.

P.S.: Essa é pra você, Rodrigo (nobre Mentos). Não tem como não notar essas gatas na série. O Dr. House tem o brilho dele, mas elas brilham mais ainda, com certeza!

Final feliz

Às vezes você tem de se encontrar primeiro,
Para que possa encontrar um final feliz.
Talvez o final feliz não esteja ao lado de uma pessoa maravilhosa.
Talvez seja por você mesmo. Arrumando as peças para recomeçar.
Liberando-se para algo melhor no futuro.
Precisar de um final feliz, é uma necesidade, porque a vida continua.
Talvez o final feliz seja isso, todos os dias...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O que tenho aprendido com o Dr. House

Depois de me viciar na série House M.D., como foi dito no post anterior, agora reflito sobre o que tenho aprendido com as filosofias do Dr. House, sempre com seu humor ácido e sarcástico. Há uma pequena lista que encontrei no site House MD World, que são verdadeiros modelos de vida a se seguir e faço questão de reproduzir aqui e comentar:

- Em vez de averiguar a verdade, faça suposições e imagine o pior. (Essa é boa, mas não pode ser levada ao pé da letra.)

- Para que não o magoe, o melhor é fechar-se num calabouço e engolir a chave. (Eu já pratico há um bom tempo, mesmo assim ainda não conseguir ser bem sucedido até agora.)

- Não se dê ao trabalho de dar explicações, assuma simplesmente que pode fazer o que bem entender. (Eu já me lasquei muito nessa e ainda me lasco.)

- Mentiras são como as crianças: apesar de inconvenientes, o futuro depende delas. (Sócrates deve ter se revirado no túmulo, pode apostar!)

- Leia menos… veja mais TV. (Essa aqui tem um duplo sentido. Ele se referiu para não tentar reproduzir o que os livros ensinam e sim pensar. Pois, quando ele quer pensar senta na frente da TV.)

- Como disse o filósofo Jagger uma vez: "Você não pode ter sempre aquilo que quer." (Isso explica a ausência de algumas coisas que ainda não pude ter no momento...)

- O seu raciocínio não presta. Para a próxima, use o meu! (Ele pegou pesado, mas quando você tem certeza de algo é melhor impor sua condição.)

- Quando se quer saber a verdade sobre alguém, essa deve ser a última pessoa a ser consultada. (Não precisa explicar nada aqui, não é?!)

- Se você está morrendo, todo mundo passa a te amar. (Comprovada! Que o digam as teorias psicanalíticas.)

- É uma verdade da condição de ser humanos que todos mentem. A única variável é sobre o quê. (Verdade ou mentira? Pura verdade, meu chapa!)

P.S.: Ah, fui cobrado no post anterior sobre os crédito de quem teve influência sobre a indicação para assistir a série. Tudo bem, foi mal. Agradeço ao Carlos Roberto e ao Clodoaldo por me incitarem a praticar esse vício sadio.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Viciado em House

Devo confessar e me render, ouvir falar muito sobre a série House, M.D., também conhecida como Dr. House ou simplesmente House, e disse que não gostava. Porém, outro dia, depois de muita insistência, resolvi assistir um episódio do início ao fim. Pronto! Me rendi e agora viciei.

A aclamada série médica estadunidense, criada por David Shore. Cinco temporadas já foram produzidas cuja última está em exibição na Fox estadunidense, no canal brasileiro da Universal Channel. Outras temporadas mais antigas ainda são exibidas no Brasil através do canal de televisão aberto Record.

O personagem principal é o Dr. Gregory House, interpretado pelo ator inglês, Hugh Laurie. Tão seguro de si, prepotente, metido e adorado. E a pergunta fica no ar: o que faz de um médico misantropo, insensível e ranzinza um dos personagens mais populares da TV?

Gregory House, uma espécie de Sherlock Holmes da medicina, é um infectologista e nefrologista que se destaca não só pela capacidade de elaborar excelentes diagnósticos diferenciais, como também pelo seu mau-humor, ceticismo e pelo seu distanciamento dos pacientes, comportamento anti-social, já que ele considera completamente desnecessário interagir com eles, afirmando que todo mundo mente.

Apesar de ser destaque, House tem uma equipe bem empenhada que só acrescentam mais brilho à série. Vale a pena assistir cada episódio. É viciante, tal qual o Vicodin, analgésico que o Dr. House toma constantemente.

sábado, 15 de agosto de 2009

Eu Que Não Amo Você

Música do momento, "Eu Que Não Amo Você", Engenheiros do Hawaii. Traduz certas palavras que sempre ficam presas na garganta, de uma forma ou de outra. Quando as palavras faltam nada melhor do que uma música para traduzir silenciosamente o que sentimos profundamente por dentro. Eita! Que filosofia barata, de boteco. Acho que não vale nem r$ 0,25.

Então, não é à toa que toco ela com a alma. Sim, está no repertório da Sistema Urbano. E olhe, a tocamos bem pra caramba. Quer conferir? Dia 6 de setembro no Sítio Paraíso, Km 35, a partir das 8h. Te espero por lá!

Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Prá enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Capitão Saiu Para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio, Charles Bukowski

Um livro interessante, curto, divertido e, pra quem gosta de sarcasmo é um prato cheio. "O Capitão Saiu Para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio", de Charles Bukowski. Publicado nos Estados Unidos quatro anos após a morte sua morte, em 1998.

Trata-se de um livro póstumo com trechos de seu diário de agosto de 1991 até fevereiro de 1993, selecionados por ele próprio dias antes de morrer, em nove de março de 1994. E ainda contém ilustrações do desenhista estadounidense Robert Crumb.

São comentados alguns episódios frugais, como o hábito de apostar em corrida de cavalos, encontros com figuras marginais e desiludidas como ele próprio, mas a espinha dorsal do livro são as cruas reflexões filosóficas sobre a vida, sobre a natureza e miséria humanas. Tudo com muita ironia, escracho e despretensão.

Porém, como acontece em todo diário, a obra cai no simples relato da rotina. Uma rotina que Bukowski percebia, criticava, mas por uma questão de necessidade, não podia se libertar. Talvez por causa desta rotina, dos momentos mais banais que ele absorvia suas idéias mais interessantes.

"Na estrada, liguei o rádio e, por sorte, tocava Mozart. A vida pode ser boa em certos momentos, mas, às vezes, depende de nós."
(Charles Bukowski)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A primeira vez no cinema

Sábado passado foi a primeira vez que a Maria, minha filha, foi ao cinema. Não consigo esquecer a cara de felicidade e os risos dela nas cenas engraçadas, já que o filme era de animação, A Era do Gelo 3. Ela ria muito mais quando todo mundo no cinema ria. Uma coisa que não entendo é por que alguns filmes de animação tem muitas piadas que só os adultos entendem? Se algum souber, favor me explicar.

Ela tem apenas 3 anos e 5 meses e já teve a oportunidade de conhecer um cinema de perto, uma das melhores maravilhas do mundo juntamente com a literatura e a música. Maravilhas que amo e o que puder fazer para que minhas filhas possam amar também, o farei.

Não lembro a idade precisa que a Isabelle foi ao cinema, acho que foi por volta dos 5 anos, mas lembro o filme: “Xuxa e os Duendes”. E sabe quem a levou? Pois é, eu mesmo! Por filho, estamos dispostos a enfrentar qualquer coisa, até um filme maçante da Rainha dos Baixinhos. Isso é mero detalhe, o importante é que de lá pra cá, ela só tomou gosto pela tela grande e freqüenta assiduamente.

Lembro perfeitamente da minha primeira vez no cinema. Eu tinha 12 anos e fui assistir "La Bamba". Vou abrir um parêntese aqui. Meu primeiro filme foi um clássico, meu primeiro livro foi um clássico e agora dá pra entender porque sou apaixonado pelos clássicos, não é?! Mas isso é conversa para outro momento.

Então, quando reabriu o Cinema Acácia, em Óbidos-Pará-Brasil, meu irmão me levou e até hoje guardo aquela sensação de estar pela primeira vez diante de uma tela enorme com imagens coloridas, onde o filme contava a história de uma lenda do rock dos anos 50.

O filme "La Bamba" narra a história do cantor estadunidense Ritchie Valens, que teve uma carreira meteórica no final dos anos 50 embalada com grandes sucessos, até o trágico acidente aéreo, que matou Valens, com apenas 17 anos, Buddy Holly e The Big Bopper, o qual ficou conhecido como o dia em que o rock morreu. Até hoje guardo maior carinho por esse filme. E depois dele assisti uma penca no hoje extinto Cinema Acácia.

A partir desse sábado o cinema começou a fazer parte da vida da Maria, certamente ela não se recordará dessa primeira experiência daqui a algum tempo, mas irá servir como base para absorver essa cultura tão fantástica. E o próximo filme já está agendado, pois ela viu o trailer de "Up – Altas Aventuras" e disse que quer assistir. É, vou ter que fazer esse esforço. Brincadeira! Vou com maior prazer, já que me divirto tanto quanto ela, ou até mais.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Terça-feira ociosa...

Depois de uma segunda-feira pesada, difícil, complicada e para completar, estou um pouco gripado, temos uma terça-feira completamente ociosa. Tudo o que gostaria de ter hoje era uma cama e ficar deitado assistindo filmes e lendo sem me prender nas horas que se arrastam... Ou até mesmo na companhia das minhas filhas, mas sem a Maria pulando em cima de mim, porque do jeito que estou não sei se aguentaria o primeiro round.

Ontem não trabalhei, hoje estou tentando, aos trancos e barrancos, como um carro velho que tenta subir uma ladeira esburacada, assim estou nesta terça-feira. Sem falar na minha concentração.

Já sei! Férias... Preciso de férias! Faltam 20 dias para eu dar férias para os meus pés nas Havaianas que ganhei no Dia dos Pais, juntamente com a camisa pólo, bem ao estilo pai quarentão. Opa! Mas ainda faltam sete anos para chegar lá, quer dizer, seis anos, já que daqui a menos de dois meses estarei entrando na casa dos 34.

Bem, quem não envelhece morre e eu pretendo envelhecer bastante, curtir a vida da melhor forma possível, nem que seja para escrever algumas besteiras nonsense de vez em quando, como agora, por exemplo.

Estava pensando aqui, será efeito do Bukowski?! Bem, amanhã escrevo algo bem melhor, acredito... Preciso só descansar.

sábado, 8 de agosto de 2009

Feliz Dia dos Pais

Só pra não passar em branco, pretendo postar algo aqui na véspera do Dia dos Pais, uma forma de homenagem, já que não costumo acessar a net aos domingos.

Antes disso quero dizer outra coisa. Afirmo que dia dos pais é todos os dias, não é necessário esperar uma data comemorativa imposta pelo capitalismo para dizer que ama ou presentear seu pai. Sem querer ser chato, mas já sendo, sempre vou pensar dessa forma.

Vamos lá... Ser pai é um sentimento que não cabe em palavras, sei que essa frase soa bastante piegas, além de ser a mais pura verdade. Não há como descrever a sensação de quando você sabe que vai ser pai ou quando você vê seu filho após nascer, isso depois da agonia antes do parto. Tudo converge para que você fique em estado de nervos, tudo fica fora de ordem até o momento em que você pega nos braços seu filho.

E não para por aí. Quer dizer, aí que começa tudo... As noites insones, depois ter que trabalhar no outro dia, tentar entender porque a criança está chorando tanto e blá, blá, blá...

Tenho duas filhas, todos sabem, Maria Isabel, 3 anos e Isabelle, 10 anos (as duas da foto). Elas são meu Norte de todos os dias e sou muito grato por elas existirem para deixar meus dias cinza mais coloridos.

Não há nada melhor do que depois de um dia lascado de trabalho, ser recebido com um sorriso e um abraço maravilhoso de um filho, não é?!

Também quero deixar registrado meu amor e minha gratidão ao meu velho pai, mas isso falo por telefone, já que o velho mora em Óbidos-Pará-Brasil.

Quero deixar meus parabéns a todos os pais que conheço, que são corajosos e agraciados com essa dádiva.

É isso aí... Bem, não sei se este meu texto está com alguma coerência, apenas estou escrevendo o que vem em mente e o que estou sentindo.

Feliz Dia dos Pais!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A Proposta

Depois do enorme sucesso da comédia-romantica-clichê-mais-que-funcionou "Ele não está tão a fim de você", agora foi a vez de "A Proposta". Seguindo uma fórmula já explorada em excesso, esta é uma comédia romântica simples, recheada de risadas e a certeza do final feliz.

O filme mais do que convence, nos surpreende com a desenvoltura e dedicação com que a atriz Sandra Bullock, dá vida ao seu personagem, chefe de uma editora de livros; e o estilo com que são colocadas as situações engraçadas da trama.

Na pele da executiva canadense Margaret Tate, observamos uma atriz que, aos 45 anos, está ainda mais exuberante, em todos os sentidos. Chefe tirânica de Andrew Paxton, personagem de Ryan Reynolds, ela tem o seu pedido de visto de permanência nos Estados Unidos negado pelo Departamento de Imigração de Nova Iorque e, depois de um impulsivo momento de desespero, impõe a Reynolds um casamento forjado, sob ameaça de demissão. Ele aceita com uma condição: ser promovido a editor e ter o seu livro publicado.

Há uma importância da notável química entre Reynolds e Bullock, o velho clichê do “os opostos se atraem”, só que de uma forma sutil e cômica, e é aí que está o diferencial do filme.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ensaio Sobre a Cegueira & Se Eu Fosse Você 2

Não tive a oportunidade de assistir no cinema esses dois filmes, por leseira mesmo! Mas nunca é tarde para conferir trabalhos excelentes, principalmente quando um é dirigido por um brasileiro e baseado em um livro best seller e outro, também dirigido por um brasileiro e superando o filme antecessor.

Ensaio Sobre a Cegueira

Depois que assisti ao filme dirigido por Fernando Meirelles, fiquei com mais gana para ler o livro homônimo, escrito pelo brilhante José Saramago, que deu origem ao filme. Assim como no livro, a epidemia de cegueira é retratada como uma catástrofe, servindo como metáfora para desarmonias sociais contemporâneas.

Uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira atinge uma cidade. Chamada de “cegueira branca”, já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários.

A perda da visão faz com que todos fiquem dependentes uns dos outros e iguais, independente da classe social. E essa igualdade não traz nada diferente do que seja a realidade em que vivemos, onde há pessoas boas e outras que se aproveitam do desespero para praticarem o que, com certeza, na melhor das hipóteses seria praticado na vida real, sem hesitação. E mais, se olharmos por outro ângulo veremos que há um certo posicionamento político por trás da história.

Com um elenco de peso contando com Julianne Moore, Danny Glover, Alice Braga, Mark Ruffalo e Gael García Bernal, que atuam da melhor maneira possível dando vida aos personagens sem nome na trama.


Se Eu Fosse Você 2

São raros os filmes sucessores que conseguem ultrapassar seus antecessores com maestria, e Se Eu Fosse Você 2, dirigido por Daniel Filho, conseguiu com maestria e sem muito esforço.

Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) estão tendo uma séria crise no casamento e a filha deles acaba de engravidar do namorado. Nesse caos total, eles experimentam pela segunda vez a troca de corpos. As atuações hilárias de Tony Ramos e Glória Pires garantem mais risadas do que na história original. Há também participações especiais de peso, sempre seguindo as normas que as sequências de sucesso estabeleceram.

E mais, o filme ainda traz aqueles momentos “vergonha alheia”, o que podem ser deselegantes para quem sofre deste sentimento, o que é o meu caso, mas geralmente funcionam quando o objetivo é fazer rir.

Ah, é o seguinte, você só entenderá este filme se tiver assistido ao primeiro. Não que seja uma continuação, mas tudo está tão familiarizado que não há explicações posteriores, tudo está encaixado. Se quiser diversão em dobro, alugue aos dois de uma só vez. Garanto que você irá se espocar de tanto rir.

Boa diversão!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Os dias tem gosto de café amargo...

"A vida tem a ver com escolhas. Nós somos a soma das nossas escolhas. E a maioria delas não é feita por nós. Você não pode escolher quando vai nascer. Não pode escolher onde vai nascer. Você não pode escolher a família em que vai nascer. Nem mesmo quem vai amar. Mas você pode escolher como vai amar!

Ao ler a frase acima, cuja autoria desconheço (caso alguém saiba favor me avisar que postarei aqui), lembrei de um filme muito bom, quer dizer, não é tão bom assim, mas é “assistível” e engraçado. Trata-se de uma comédia romântica chamada "Muito Bem Acompanhada".

Kat Ellis (Debra Messing) volta à casa dos seus pais, em Londres, para o casamento da irmã. Com medo de encarar um encontro com o ex-noivo, que lhe deu um fora dois anos antes, ela contrata o acompanhante Nick (Dermot Mulroney) para fingir ser seu namorado. Só que o que era para ser um relacionamento de fachada acaba se tornando sério, claro, como todo filme do gênero.

Então, em um momento do filme, em que o pai da garota apaixonada vê o sofrimento da filha via ter um diálogo com a mesma sobre escolhas. Ele se lhe diz mais ou menos assim, não podemos escolher quem amar, mas podemos escolher que tipo de vida amorosa vamos ter ou como vamos amar.

Nossas escolhas nos guiam por caminhos tortuosos. Embora seja difícil, é sempre necessário pautarmos tais escolhas pelo bom senso, do contrário, teremos de amargar o preço arduamente, passando os dias ou até mesmo a vida inteira, com gosto de café amargo.

Helena, Machado de Assis

A trama deste romance de Machado de Assis nos mostra a história de uma moça que, de uma forma inesperada, sobe na escala social. Helena, moça simples estudante interna de um colégio no bairro de Botafogo, inesperadamente se vê herdeira do rico Conselheiro Vale. No testamento também consta que Helena é sua filha, segredo que o conselheiro o mantivera até a morte.

Helena, em face de seu temperamento expansivo e comunicativo, conquista a afeição de todos. Mas também inspira paixões em pessoas que, por algum motivo, não se podem consumar. Logo nos primeiros capítulos pressentirmos uma “conversa com o leitor”, buscando conivência diante das sutilezas irônicas.

O autor faz questão de ir muito além de uma simples narrativa de amor frustrado; ele revela ironicamente a decadência dos hábitos e valores sociais daquela época, como por exemplo, o casamento arranjado por puro interesse; o oportunismo político; o falso moralismo pregado de forma inescrupulosa e a ausência de solidez na religião.

Recheado de mistérios e surpresas, a trama não decepcionará o leitor porque já traz consigo a marca registrada da obra machadiana, o sarcasmo, a ironia e a análise psicológica dos personagens.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sou como você me vê...

Sou um sujeito teimoso, cheio de manias. Tenho um certo tipo de carência insolúvel. Quando me atacam sei me defender, mas sem ser agressivo. Procuro não impor minha personalidade a ninguém sem ser submisso. Algumas vezes finjo aceitar certas coisas para não bater de frente e ter um choque térmico.

Não imploro afeto, não mendigo atenção, não sou indiscreto e muito menos inconveniente. Só falo quando me sinto à vontade. Tenho poucos amigos, colegas sim, tenho vários, mas amigos são poucos, porque assim pode-se confiar segredos e sei que não me decepcionarei.

Portanto, sei que sou chato, mas não sou de incomodar ninguém com minhas chatices, apenas aqueles que me conhecem e mesmo assim me querem ao seu lado.

Confesso que sou difícil algumas vezes, que nem eu mesmo me aguento, porém, quando isso acontece fico no meu canto remoendo minha chatice, tão só como uma casa vazia. É como costumo falar, se você tem medo de ir ao banheiro, é melhor não comer e nem beber.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sem nada a dizer...

Sinceramente, gostaria muito de escrever algo que preste por aqui, mas tenho estado tão sem assunto que estou me sentido como o personagem da música "Todo Carnaval Tem Seu Fim", do Los Hermanos.

Tenho procurado encontrar um tema, uma razão ou, simplesmente, algo para dizer, mas está sendo tão difícil quanto ganhar na Mega Sena. E olha que não é por falta de leitura, ou será porque tenho lido só porcaria?! Bem, não classificaria dessa forma, pois Machado de Assis é simplesmente Machado de Assis e ponto final! E como ele mesmo disse: “entro num drama ou saio de uma comédia?”.

Prometo procurar coisas interessantes para escrever por aqui, prometo e vou começar desde já...

É isso!