Pronto! Trilha sonora nos fones é hora de tentar escrever algumas poucas linhas sobre esta obra do Gabo, "O Amor nos Tempos do Cólera". Ganhei ano passado no Dia dos Namorados, da Milena, e como andei meio atarefado resolvi ler nas férias de fim de ano. Depois de "Cem anos de Solidão", do próprio Gabriel Garcia e "Leite Derramado", do Chico Buarque, este foi mais um dos melhores livros que já li na vida.
Então, deixando de blá blá, vamos ao que interessa.
"O Amor nos Tempos do Cólera" constitui na obra de Gabriel García Márquez um marco equiparável ao do célebre “Cem Anos de Solidão”, considerado até hoje, a sua obra-prima. O livro narra a história de Florentino Ariza, Fermina Daza e Juvenal Urbino. Florentino se apaixona pela trança de Fermina, o romance dura algumas cartas, mas ao conhecer seu admirador, a moça rejeita-o e casa-se com Urbino, com quem vive por quase cinquenta anos. O amor de Florentino, porém, persiste a vida inteira. No final do livro, Florentino e Fermina se reencontram para resolver a antiga história após cinquenta e um anos, nove meses e quatro dias. Só isso? Não, não é apenas isso. O melhor está no desenrolar da trama. Gabriel Garcia usa com maestria todos os recursos da língua sem a menor decência e vai nos prendendo voluntariamente. Chega um determinado momento que me perguntei como ele iria acabar a história se o principal já foi contado? É exatamente aí que me enganei. Gabo usa um truque simples e genial contando a história sem a menor pressa e se diverte ao mesmo tempo em que nos divertimos.
Trata-se de um livro sobre o amor romântico, mas ao mesmo tempo sobre as banalidades do amor cotidiano. Tudo está presente. Romance, sofrimento, poesia, paixão, desejo, traição, perdão e etc.. Engana-se quem espera de Florentino Ariza o Romeu idealizado por Shakespeare. Inclusive a figura repulsiva retratada por Gabriel Garcia fez com que muitos tivessem certa repugnância pelo personagem e passando a admirar o outro, Juvenal Urbino. Pois, digo que apesar de tudo o que Florentino fazia, ainda assim torcia por ele. Em certos momentos quando estava tendo suas crises de sofrimento dava pena do coitado. Como dizia, Fermina: "pobre homem".
Recomendo este romance de realismo excepcional que fala sobre um amor praticamente impossível num cenário de uma pequena cidade do Caribe em fins do século XIX. O final é divertido e encantador.
E para quem não sabe também foi lançado em 2007 o filme baseado nesta obra. Com o mesmo nome em português e em inglês conhecido como "Love in the Time of Cholera" e foi dirigido por Mike Newell. O produtor do filme, Scott Steindorff, ficou três anos tentando convencer Márquez a liberar os direitos do livro. Ele dizia a Márquez que era o próprio Florentino e que não desistiria enquanto não conseguisse. Pela primeira vez, um livro de Márquez foi transformado em um filme por um grande estúdio hollywoodiano. E mais, temos no filme a excelente atriz brasuca Fernanda Montenegro como Trânsito Ariza, mãe de Florentino.
Por isso que gosto do Juvenal!
ResponderExcluirRsrs
Brincadeira...
Sua resenha está excelente, como sempre. Estava só esperando você escrevê-la. Fico feliz que tenha gostado do meu presente.
Agora que estou relendo a obra, poderemos conversar sobre os detalhes do livro que já havia esquecido.
E vamos assistir o filme!
Beijos