Recentemente li uma nota em que o ator, Johnny Depp afirmou, em entrevista ao site Showbiz Spy, que considera a tecnologia prejudicial à sociedade. Para o ator, a modernidade faz com que as pessoas percam sua individualidade. "Nós perdemos contato com as coisas simples da vida. Estamos perdendo a nossa individualidade", disse.
O curioso foi que semana passada estava conversando com minha namorada sobre os avanços da tecnologia, seus prós e contras. E ao ler o que o ator revelou resolvi escrever este post. Não que eu seja contra a tecnologia e tudo o que ela nos proporciona, de forma alguma. Embora eu seja um profissional que trabalha com ela diariamente e usufrui dos benefícios, assim como colhe os maus frutos que ela gera, ainda tenho um pé na nostalgia dos tempos antigos.
Confesso que adoro estar conectado, tuitar, entrar no Facebook, blogar, navegar por sites interessantes, ler notícias em primeira mão, baixar músicas e filmes e por aí vai. Não tenho mais do que três redes sociais, mesmo porque acho um exagero sair se cadastrando em tudo quanto é coisa que surge. Isso é leseira.
Mas também confesso que sinto um pouco de nostalgia de como as coisas eram antes. Lembro que para ter acesso a um lançamento da sua banda favorita era necessário uma espera ansiosa, tal qual a espera da criança na véspera de ir ao parque, e quando chegava em mãos era uma alegria contagiante. Não apenas se ouvia, mas se degustava cada música e logo o CD entrava na cabeça e continuava por lá muitos e muitos anos. Prova disso são os trabalhos anteriores do Iron Maiden, Titãs, Paralamas do Sucesso, Metallica, Sepultura, Guns N' Roses, Viper e etc., que até hoje ainda guardo as letras, melodia, riffs e o escambau na memória.
Agora não, quando sabemos que a banda vai lançar um trabalho já baixamos antes de chegar nas lojas. Isso é bom? Sim, é, e também tem seu preço. Logo surge o trabalho de outra banda e você vai atrás e já deixa aquele lá no canto do HD meio que esquecido. Isso sempre acontece. Não adianta alguém tentar me dizer o contrário. Procuro não fazer isso com as bandas que curto de verdade.
Outra coisa boa da Internet é a facilidade em descobrir bandas novas e interessantes. Nossa, como agradeço, pois através dela fui apresentado a duas bandas que amo de coração: a paraense Madame Saatan e o interessante grupo do excêntrico André Paixão, Nervoso e os Calmantes.
Uma coisa que a tecnologia ainda não conseguiu me convencer foi sobre ler ebooks. Não consigo ler na tela do PC, de jeito nenhum. Me informo sobre lançamentos e geralmente leio algo sobre os livros que me interesso, mas não consigo parar e ficar lendo por horas e acompanhar um livro na tela do computador. Já baixei alguns ebooks e até tentei ler, só que não foi além de três páginas. Prefiro o papel impresso mesmo. Sentir o cheiro do livro, ver a diagramação, sentar em algum lugar confortável e viajar nas páginas do livro.
Com relação à privacidade, creio que varia de acordo como você se relaciona com a rede. Claro, se você não for alguém famoso ou nem deseja ser, cabe somente a você saber se expor de maneira discreta e nem deixar que invadam sua privacidade.
E quanto perder as coisas simples da vida também é a mesma questão da anterior: individualidade. É necessário saber dosar, mas convenhamos que nem sempre é possível. Antes para falar com alguém você tinha que ir até a casa da pessoa se não tivesse telefone fixo. Agora não basta mandar um sms, entrar no msn, mandar um uma tuitada ou uma mensagem pelo Facebook. Não é?! O que fazer se a tecnologia está bem aqui na nossa frente disponível, pronta para ser explorada? Bora usar, então!

E além de perder a individualidade, a tecnologia tornou as pessoas mais preguiçosas, mais impacientes e mais facilmente entediáveis (existe essa palavra?).
ResponderExcluirSou como você, não esqueço o prazer de manusear um bom livro impresso ou escutar um CD original com o encarte, mas gosto de aproveitar as vantagens e facilidades da tecnologia. Como bem sabes, não se pode esperar me ver fazendo caras e bocas no álbum do Facebook, isso já é exposição demais e leseira demais pra mim. A simples idéia de criar um Facebook para que todos saibam o que faço, penso ou gosto já me repele. A internet e a tecnologia em geral devem ser usadas com prudência e inteligência.
Adorei o post, como sempre, trata de um assunto atual que faz refletir de verdade. Nota 10!
Beijos